Abril Azul – Conscientização do Dia do Autismo

O que é o autismo?

O autismo é um transtorno comportamental e, desse modo, não afeta o desenvolvimento físico.

Antes, o autismo era classificado em cinco categorias distintas, de acordo com o grau da deficiência e as características comportamentais. Essa antiga divisão englobava desde a síndrome de Asperger (grau mais leve) até o espectro mais grave.

Porém, o acesso dos profissionais a novas informações sobre esse transtorno favoreceu a identificação diagnóstica e a adoção de condutas mais efetivas. Com mais esclarecimento, houve a necessidade de alterar a classificação.

Tais modificações objetivaram identificar o autismo e classificá-lo segundo a gravidade dos sintomas, facilitar a avaliação diagnóstica e direcionar o tratamento para terapias mais eficazes.

Atualmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estabeleceu uma classificação única, mais abrangente e com níveis distintos de funcionalidade. Assim, as modalidades do distúrbio foram inseridas em um protótipo conhecido como Transtorno do Espectro do Autismo (TEA).

Quais as características mais marcantes do autismo?

Em todas as etapas da vida, o TEA apresenta características marcantes e que auxilia na identificação diagnóstica. A percepção desses elementos tipicamente autistas é fundamental ao direcionamento da intervenção terapêutica.

Listamos algumas dessas características. Confira!

  • maior sensibilidade dos sentidos: visão, audição, tato e paladar excessivamente sensíveis;
  • crises excessivas de raiva, acompanhada ou não de agressividade;
  • não responde a contato visual, gestos corporais ou sorrisos;
  • apresenta hiperatividade ou é muito passivo e isolado;
  • executa constantes movimentos corporais repetitivos;
  • tem necessidade de intensa repetição de atividades;
  • baixa capacidade de concentração ou de atenção;
  • foco em um único assunto ou atividade;
  • não participa de jogos interativos;
  • não aceita mudança na rotina;
  • dificuldade para fazer amigos;
  • demonstra falta de empatia;
  • apego anormal aos objetos;
  • isolamento social.

Como identificar esse transtorno?

Dada à complexidade desse transtorno, a confirmação do diagnóstico de autismo é encarada pelos pais ou responsáveis como um desafio. Pode, inclusive, ser comparado a uma viagem rumo a um universo desconhecido.

Porém, há muitas possibilidades de atenuar os sintomas e de minimizar o impacto deles, desde que se busque ajuda especializada o quanto antes. O conhecimento sobre o TEA também é relevante.

Uma das medidas mais relevantes para despertar atenção sobre a importância de saber conviver com os autistas é a criação do abril azul. Durante todo esse mês, diversas instituições promoverão palestras e ações focadas no TEA.

Como parte dessa campanha de conscientização, aprenda, agora, a identificar os sinais clássicos do autismo em diferentes fases da vida. Confira!

Em bebês

Normalmente, a amamentação é considerada um ato de aproximação e de carinho entre mãe e filho. Entretanto, um bebê autista pode não fixar os olhos na mãe e ignorar, por completo, as tentativas de troca de afeto.

Outro comportamento típico é em relação ao não estranhamento do colo de outras pessoas. Geralmente, bebês com idade entre 3 a 24 meses costumam recusar o colo de estranhos.

Porém, uma das características do autismo é fazer com que o bebê não se importe com as diferentes ofertas de colo. Ele se sente igualmente confortável, é indiferente ao distanciamento dos pais e aceita facilmente o colo de pessoas estranhas.

Nesses casos, a atenção dos pais a esses sinais é imprescindível. Notar essas diferenças comportamentais e relatar ao médico esse histórico ajudam a direcionar o diagnóstico.

Na idade escolar

Nos primeiros anos da fase escolar, os sintomas do autismo são mais evidentes. Entre os mais perceptíveis estão a ausência de comunicação, uma surdez aparente, o foco em determinados objetos e a realização constante de movimentos pendulares estereotipados.

Geralmente, as crianças com autismo costumam balançar o tronco e a cabeça para frente e para trás. Há também dificuldades com a linguagem verbal, de sociabilização, além do clássico comportamento repetitivo.

Em adultos

Muitos adultos que tiveram diagnóstico tardio de TEA, mas se submeteram à terapia, conseguem conviver bem com o transtorno. Ainda que não exista cura definitiva para o autismo, muitos pacientes têm melhora significativa e conseguem levar uma vida autônoma.

Em autistas adultos, os caracteres são bem semelhantes aos percebidos na infância. A diferença é que a maturidade e a autonomia em relação ao padrão comportamental favorece o controle dos sintomas.

Vale destacar que a tríade — dificuldade de interação social, de comunicação oral ou corporal e padrões de comportamento repetitivo — são os marcadores dessa síndrome em qualquer idade. Porém, o modo como essas dificuldades são trabalhadas determinam o sucesso do tratamento.

Como é o tratamento para o autismo?

O transtorno do autismo ainda não pode ser restaurado, porém, existem amplas alternativas de minimizar os efeitos desse distúrbio.

A intervenção terapêutica possibilita melhoria considerável nas habilidades sociais e comunicativas dos portadores de TEA. A recomendação é que o tratamento seja realizado o quanto antes.

Promover medidas terapêuticas com vistas à redução dos sinais do autismo é essencial ao suporte necessário ao desenvolvimento e aprendizado escolar.

No entanto, a escolha de uma instituição especializada em tratamento mental é determinante para alcançar êxito no tratamento do autismo. O suporte de uma equipe multiprofissional experiente é primordial para direcionar a atenção às necessidades específicas da criança.

Confira, agora, quais as terapias disponíveis para o tratamento do TEA:

  • terapia do discurso: objetiva auxiliar os processo de fala e de linguagem corporal;
  • terapias específicas de comunicação e de comportamento;
  • terapia ocupacional;
  • atividades lúdicas;
  • medicamentos;
  • fisioterapia.

 

Fonte: https://hospitalsantamonica.com.br/

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